Camurupim
Megalops atlanticus
Também conhecido como: Camarupim, Pirapema, Tarpão
Água doce · Água salgada · Água salobra
- Tamanho
- 130 cm · até 250 cm
- Peso
- até 161 kg
Identificação
Peixe prateado, coberto de escamas muito grandes, com o dorso azul-escuro a negro-esverdeado; em águas interiores fica mais dourado. A boca é voltada para cima e a mandíbula inferior se projeta bem à frente, com uma placa óssea. O último raio da nadadeira dorsal se alonga num filamento grosso. As nadadeiras não têm espinhos, e a linha lateral tem de 40 a 48 escamas.
Características
Chega a 2,5 m de comprimento total e 161 kg, embora o comum seja cerca de 1,3 m, e pode viver até 55 anos. Respira ar: a bexiga natatória se enche de ar e permite viver em água pobre em oxigênio, por isso sobe à tona para engolir ar. Os menores vivem em grandes cardumes; os maiores andam em pares ou sozinhos. É famoso pelos saltos. Amadurece por volta dos 6 a 7 anos, e a larva é do tipo leptocéfalo, como a das enguias.
Habitat
Atlântico Ocidental, do Canadá ao Brasil, incluindo o Golfo do México e o Caribe, e Atlântico Oriental, da Mauritânia a Angola. Vive em águas costeiras, baías, estuários, lagoas de mangue e rios, de 0 a 40 m de profundidade, em geral até 15 m. Tolera água salobra e doce e costuma subir rios. Os jovens ficam em canais de mangue e rios que desembocam no mar; os adultos, na costa. Na prática, pescadores relatam capturas na foz e no curso baixo de rios do Nordeste, como o Paraíba, o Potengi e o São Francisco.
Alimentação
Carnívoro. Os jovens começam com zooplâncton e insetos e passam a pequenos peixes, camarões e caranguejos. Os adultos comem peixes de cardume, como sardinhas, anchovas, tainhas e robalos, além de camarões e caranguejos; alimentam-se de dia e de noite e engolem a presa inteira.
Pesca
Espécie ameaçada. Consta como Vulnerável (VU) na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção - Peixes e Invertebrados Aquáticos (Portaria MMA nº 148/2022) e também como Vulnerável na lista vermelha da IUCN (avaliação de 2018). A legislação federal protege as espécies dessa lista: não abata, não transporte nem venda o camurupim. Se pescar, pratique só pesque e solte e confira antes a regra vigente com o órgão ambiental. Na soltura, deixe o peixe se recuperar na água antes de largá-lo, porque ele pode morrer por falta de oxigênio ou virar presa de tubarões.
Iscas
- Micro isca
Entre pescadores, as iscas mais citadas são as artificiais, inclusive iscas pequenas (micro iscas). Por ser espécie ameaçada, a pesca deve seguir as regras descritas em Pesca: só pesque e solte.
