Dourado-do-mar

Coryphaena hippurus

Também conhecido como: Dourado-de-alto-mar, Graçapé, Guaraçapé, Guaraçapema

Água salgada

Dourado-do-mar
Tamanho
100 cm · até 210 cm
Peso
até 40 kg
Briga
5 de 5
Onde fica na água
meia-água

Identificação

Corpo alongado e achatado dos lados, com uma única nadadeira dorsal longa, que começa sobre o olho e vai quase até a cauda (58 a 66 raios). A nadadeira anal também é longa e côncava. Os machos adultos têm uma crista óssea alta na frente da cabeça, que deixa a testa reta. Vivo, tem o dorso azul-esverdeado metálico e os flancos prateados com brilho dourado, salpicados de pintas escuras ou douradas; as nadadeiras dorsal e anal são escuras. Depois de morto, perde a cor e fica cinzento-esverdeado. Não confundir com o dourado de rio (Salminus brasiliensis), peixe de água doce de outra família.

Características

Chega a 2,1 m de comprimento total e 40 kg, mas o comprimento comum é de cerca de 1 m. Cresce muito rápido: amadurece com 4 a 5 meses e vive cerca de 4 anos. Forma cardumes e é altamente migratório. Pescadores relatam que é muito veloz, arranca em disparada, salta e dá voltas em torno do barco, e que, quando um peixe é fisgado, os outros do cardume costumam acompanhá-lo e ficar perto da embarcação.

Habitat

Vive em águas tropicais e subtropicais dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, em mar aberto e também perto da costa, da superfície até cerca de 85 m, mais comum entre 5 e 10 m, em água de 21 a 30 °C. Desova em mar aberto, e ovos e larvas ficam à deriva. Na prática, pescadores procuram água azul e limpa, longe da água verde da costa, e se guiam por objetos boiando, como troncos, tábuas e boias, e por linhas de sargaço, onde o peixe se abriga e caça. A época forte varia de uma região para outra.

Alimentação

Come quase todo tipo de peixe e zooplâncton, além de crustáceos e lulas.

Pesca

É capturado no corrico e no espinhel de superfície. A espécie não consta da lista de tamanhos mínimos da Instrução Normativa MMA nº 53/2005 (Sudeste e Sul); siga as regras gerais e estaduais da pesca amadora. Pescadores relatam que a técnica principal é o corrico, com o barco passando perto de objetos boiando e de linhas de sargaço; ao achar o cardume, muitos param o barco e continuam com arremesso.

Iscas

Entre pescadores, as iscas naturais mais citadas são a lula, inteira ou em pedaços, e o peixe farnangaio. Nas artificiais, aparecem plugs de meia-água (de barbela) puxados no corrico e iscas de superfície, como popper e stick, no arremesso.

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