Matrinxã

Brycon amazonicus

Também conhecido como: Jatuarana, Matrinchã, Matrinchão

Água doce

Matrinxã
Onde fica na água
meia-água, fundo

Identificação

Peixe de corpo alongado e coloração prateada, que não muda ao longo do crescimento. A altura do corpo cabe de 2,8 a 3,1 vezes no comprimento sem a cauda, e a cabeça, de 3,5 a 4,1 vezes. Outras espécies do gênero Brycon são parecidas e também recebem os nomes de matrinxã e jatuarana em várias regiões; a identificação segura depende de contagens feitas por especialistas e da bacia onde o peixe foi pego.

Características

Chega a cerca de 46 cm de comprimento sem a cauda. É migrador de média distância (de 100 a 1.000 km) e se reproduz no início da enchente. É um peixe de consumo importante na Amazônia e a segunda espécie mais criada na região, atrás do tambaqui.

Habitat

Água doce tropical. Ocorre no rio Amazonas e nos seus principais afluentes no Brasil e nas bacias dos rios Orinoco e Essequibo. Os adultos são mais abundantes nos afluentes de água preta e de água clara, enquanto os jovens ficam nas várzeas de água branca. Na seca, costuma subir para os trechos baixos dos igarapés de terra firme.

Alimentação

Onívoro, com preferência por frutos e sementes. Também come flores, restos vegetais, plantas herbáceas, aranhas, minhocas, insetos e restos de peixes, como escamas e vísceras.

Pesca

A Portaria IBAMA nº 48/2007 inclui a matrinxã no defeso do Amazonas, de 15 de novembro a 15 de março, quando ficam proibidos a captura, o transporte e a venda da espécie. Nesse período, o pescador amador licenciado que pesca com vara ou linha de mão pode levar até 5 kg mais um exemplar, salvo regra estadual mais restritiva, e campeonatos de pesca ficam proibidos. Datas e regras variam por estado e podem ter sido atualizadas: confira a norma vigente antes de pescar.

Iscas

Entre pescadores, a isca mais citada para o matrinxã é fruta.

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