Robalo-peva

Centropomus parallelus

Também conhecido como: Camorim, Peva, Robalo, Robalo-coco, Robalo-peba

Água doce · Água salgada · Água salobra

Robalo-peva
Tamanho
25 cm · até 72 cm
Peso
até 5 kg
Onde fica na água
fundo

Identificação

Robalo de porte médio, com dorso marrom-amarelado a marrom-esverdeado, lados e barriga prateados, uma linha lateral escura e nadadeiras escurecidas. A boca é grande e a mandíbula inferior passa da superior. As escamas são pequenas: de 79 a 92 na série lateral. A nadadeira anal tem 3 espinhos e 6 raios moles (raramente 7). A peitoral tem de 14 a 16 raios, em geral 15. As pontas das nadadeiras pélvicas chegam até o ânus ou passam dele, exceto nos maiores exemplares.

Como separar do robalo-flecha (Centropomus undecimalis): o peva tem o corpo mais alto (altura de 67% a 81% do comprimento da cabeça, contra 59% a 64% no flecha), o dorso menos escuro, a linha lateral menos pigmentada e porte bem menor. O flecha é o mais alongado dos robalos, tem escamas maiores e em menor número (67 a 77 na fileira logo acima da linha lateral) e, a partir de uns 11 cm, as pontas das pélvicas não alcançam o ânus. A nadadeira anal não serve para separar os dois: ambos costumam ter 3 espinhos e 6 raios moles.

Características

Peixe carnívoro e eurialino, que suporta grandes variações de salinidade. O comprimento comum fica perto de 25 cm. Os maiores registros vão de 63 a 72 cm e de 3 a 5 kg, bem abaixo do robalo-flecha. Desova em águas salobras de estuário, provavelmente perto da foz dos rios, e não há migração extensa conhecida. Tem alto valor comercial e é procurado na pesca esportiva. Em criação experimental em água doce, juvenis de robalo-peva sobreviveram mais que os de robalo-flecha.

Habitat

Vive em águas costeiras, estuários e lagoas e entra em água doce. Prefere água doce ou salobra de salinidade muito baixa à água salgada, e às vezes aparece em lagoas hipersalinas. Fica perto do fundo, até cerca de 40 m de profundidade. Ocorre no Atlântico ocidental, do sul da Flórida e do Caribe até o Sul do Brasil, e costuma aparecer junto com o robalo-flecha.

Alimentação

Carnívoro: come principalmente peixes e crustáceos. Nos robalos em geral, os juvenis comem sobretudo copépodes e pequenos camarões, e os adultos passam a comer principalmente peixes.

Pesca

É capturado principalmente com linha e anzol, tarrafa e redes de espera de fundo, em estuários, lagoas salobras e água doce.

Regras legais (confira a norma vigente antes de pescar):

- No litoral do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a norma federal proíbe pescar, guardar a bordo e desembarcar robalo-peva com menos de 30 cm de comprimento total.

- No Espírito Santo, a pesca de robalos é proibida de 1º de maio a 30 de junho, no litoral e nas águas interiores.

- No litoral do Paraná, a regra estadual é mais restrita: mínimo de 40 cm de comprimento total na pesca profissional e amadora; máximo de 50 cm na pesca amadora; cota de 7 exemplares de robalo-peva e robalo-flecha por pescador amador; e proibição de abate e posse em novembro e dezembro.

Iscas

Entre pescadores, as iscas mais citadas para o robalo-peva são o camarão vivo e as artificiais: plugs de superfície do tipo stick perto de estruturas e iscas macias trabalhadas junto ao fundo, como camarão artificial em jig head ou Texas rig.

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