Tainha

Mugil liza

Água doce · Água salgada · Água salobra

Tainha
Tamanho
40 cm · até 80 cm
Peso
até 9 kg
Briga
3 de 5
Onde fica na água
fundo

Identificação

Corpo fusiforme. As nadadeiras dorsais somam 5 espinhos e 8 raios moles; a anal tem 3 espinhos e 8 raios moles. É confundida com o parati (Mugil curema), que também é um mugilídeo. A separação entre as duas usa o número de raios e espinhos da nadadeira anal, o número de escamas da série lateral e o tipo de escama.

Características

Chega a 80 cm de comprimento total (fêmeas até 69 cm), mas o comum é cerca de 40 cm. O maior peso publicado é 9 kg. Forma cardumes grandes. É catádroma: desova no mar e solta vários milhões de ovos pelágicos, que não grudam. A ova salgada e seca é considerada uma iguaria, e a carne é vendida fresca e salgada. No Atlântico sul ocidental, a identidade da espécie foi discutida por muito tempo. Hoje se entende que há uma única tainha nessa região, e o nome aceito é Mugil liza. Mugil platanus é tratado como sinônimo.

Habitat

Atlântico ocidental, das Bermudas, da Flórida e das Bahamas, passando pelo Caribe, até a Argentina. Vive em águas costeiras marinhas e em estuários salobros. Pode entrar em lagoas hipersalinas e em água doce. Ao que parece, faz migrações ao longo da costa em busca de alimento. Em Ubatuba (SP), os filhotes de tainha aparecem mais no inverno e na primavera.

Alimentação

Alimenta-se de detritos orgânicos e de algas filamentosas.

Pesca

No Sudeste e no Sul, a pesca profissional da tainha tem limite anual de captura e cotas por modalidade. Para 2026, a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de 27 de fevereiro de 2026, fixou o limite total em 8.168 toneladas, com base na avaliação de estoque de 2025. Esse total foi dividido entre cerco/traineira, emalhe anilhado e arrasto de praia (os dois últimos no mar de Santa Catarina), emalhe costeiro de superfície e o estuário da Lagoa dos Patos. Cada modalidade tem sua temporada: o cerco vai de 1º de junho a 31 de julho, e o arrasto de praia, de 1º de maio a 31 de dezembro. Quando a cota é atingida ou a temporada da modalidade termina, fica proibido capturar, reter a bordo e desembarcar a tainha, e os peixes pegos por acidente devem voltar ao mar. Vender tainha sem comprovar a origem legal é ilegal. A portaria não traz regra própria para a pesca amadora nem tamanho mínimo. As cotas são revistas a cada temporada: confira a norma vigente (verificado em outubro de 2026).

Iscas

Entre pescadores, a isca mais citada para a tainha é o miolo de pão, usado com boia e anzol pequeno. Também são citadas minhocas marinhas, como a minhoca de praia e a de mangue, pescadas no fundo.

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