Tambaqui

Colossoma macropomum

Água doce

Tambaqui
Tamanho
70 cm · até 108 cm
Peso
até 40 kg
Onde fica na água
meia-água, fundo

Identificação

Corpo arredondado e muito alto, que fica mais alongado e levemente comprimido nas laterais na fase adulta. Não tem espinho antes da nadadeira dorsal, a nadadeira adiposa tem raios e a linha lateral tem de 67 a 76 escamas. Tem dentes molariformes robustos, bem presos à mandíbula, e rastros branquiais longos e numerosos. A cor do adulto varia com a água: é mais escura em água preta e mais clara em água barrenta. Juvenis de até 10 cm têm uma mancha escura arredondada no meio do corpo, na altura da nadadeira dorsal, que desaparece depois desse tamanho.

Características

Peixe rústico e de grande porte, conhecido como o maior caracídeo da Amazônia. Chega a cerca de 100 cm e 30 kg. Há registro de até 108 cm de comprimento total e 40 kg, e o comprimento comum é de 70 cm. Em rios e lagos, a fêmea amadurece entre 58 e 70 cm, por volta de 4 ou 5 anos. Na época de reprodução sobe o rio em cardumes (piracema) e desova no início da enchente, em rios de água branca, sem cuidado com a prole. Vive de 13 a 14 anos na natureza. Tolera água com pouco oxigênio: nessa condição os lábios ficam espessos. É a principal espécie nativa da piscicultura brasileira, cresce rápido em cativeiro e se adapta bem aos sistemas de cultivo.

Habitat

Peixe de água doce, nativo das bacias dos rios Amazonas e Orinoco e de seus afluentes. No rio Amazonas ocorre da foz do rio Xingu, no Pará, até o médio rio Ucayali, no Peru. Na cheia, os adultos entram na floresta inundada. Os jovens vivem entre capins aquáticos nas margens de rios de água branca e em lagos de várzea. Prefere águas ricas em nutrientes, perto da margem, entre 25 e 34 °C. É criado em todas as regiões de clima quente do Brasil.

Alimentação

Onívoro. As larvas comem zooplâncton, como cladóceros, rotíferos e copépodes, e larvas de insetos. Os jovens tendem a comer zooplâncton, que filtram com os rastros branquiais. Na cheia, os adultos comem principalmente frutos e sementes que caem da floresta inundada, triturados pelos dentes molariformes. Também comem pequenos insetos, artrópodes, pequenos moluscos, folhas e caules moles. Comem menos quando as águas baixam. Em cativeiro aceita bem ração e grãos.

Pesca

Espécie classificada como Vulnerável na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçada de Extinção (Portaria GM/MMA nº 1.667/2026). O Plano Nacional de Recuperação do Tambaqui, em elaboração, pode mudar as regras de pesca. Na bacia do rio Amazonas, a pesca, o transporte, a armazenagem, o beneficiamento e a comercialização do tambaqui são proibidos todos os anos de 1º de outubro a 31 de março (Instrução Normativa MMA nº 35/2005). Ficam fora da proibição o peixe de piscicultura registrado com comprovante de origem, a pesca científica autorizada e a pesca de manejo de lagos autorizada pelo Ibama. Também vale o tamanho mínimo de captura da norma regional.

Iscas

Entre pescadores, o tambaqui é muito pescado em pesqueiros, e as iscas mais citadas ali são ração (na boia, no fundo ou no anzol direto), salsicha e massa. A espécie tem restrição, e a pesca deve seguir as regras descritas em Pesca, como o pesque e solte.

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