Tilápia

Oreochromis niloticus

Também conhecido como: Tilápia-do-nilo

Água doce · Água salobra

Tilápia
Peso
até 4,3 kg
Melhor época
outubro a março
Onde fica na água
meia-água, fundo

Identificação

Peixe de corpo alto, com altura entre 36% e 50% do comprimento padrão, e cabeça relativamente pequena. A nadadeira dorsal tem 15 a 18 espinhos e 11 a 13 raios moles; a anal, 3 espinhos e 9 a 11 raios moles. O sinal mais característico são as listras verticais regulares em toda a nadadeira caudal, presentes em todas as fases de vida. Nos peixes pequenos, essas listras são largas e formam um arco a partir da base da nadadeira. Machos maduros são azulados a rosados, às vezes com garganta, ventre e nadadeiras anal e pélvicas escuras. Fêmeas costumam ser amarronzadas, prateadas ou brancas por baixo, com cerca de 10 barras verticais finas.

Características

Chega a 60 cm de comprimento padrão; o maior peso publicado é 4,3 kg e a idade máxima registrada é de 9 anos. Amadurece por volta de 18,6 cm, entre 3 e 6 meses de idade conforme a temperatura, e só se reproduz acima de 20 °C. Os machos cavam ninhos simples em água rasa e defendem território; a fêmea recolhe os ovos fertilizados na boca e os incuba (até cerca de 200) por aproximadamente uma semana. Cruza com muitas outras espécies de Oreochromis. É a tilápia mais importante da aquicultura mundial. No Brasil é espécie exótica, de origem africana: foi introduzida nos anos 1970 no Nordeste pelo DNOCS para povoar açudes e hoje é cultivada em praticamente todo o país, em pisciculturas e pesque-pagues. Tem alto potencial invasor: ameaça peixes nativos ao predar ovos e larvas e ao competir por espaço e alimento, e pode alterar o ambiente invadido. Parasitas africanos chegaram junto com ela e foram detectados em pisciculturas brasileiras, com risco de transmissão a ciclídeos nativos.

Habitat

Nativa da África: bacia do Nilo e lagos do leste africano (Albert, Edward, Tana, Kivu, Tanganica, Turkana, Baringo), além das bacias do Senegal, Gâmbia, Volta, Níger, Benue e Chade; ocorre também em rios costeiros de Israel. Foi introduzida em muitos países para cultivo. Vive em água doce e salobra, perto do fundo e na coluna d'água, de 0 a 20 m de profundidade, entre 13,5 e 33 °C. Habita rios, lagos, canais de irrigação e de esgoto. Não vai bem em água do mar pura, mas sobrevive em água salobra. É ativa principalmente de dia. No Brasil vive em açudes, represas e criações de praticamente todo o território.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de fitoplâncton ou de algas que crescem no fundo. Larvas de insetos, a película de algas e microrganismos que cobre superfícies submersas e detritos também pesam na dieta. Os jovens são mais onívoros que os adultos. Nos ambientes invadidos, também come ovos e larvas de peixes nativos.

Pesca

Paraná: a Portaria IAT nº 219/2022 não se aplica à captura de peixes exóticos (art. 3º). As tilápias (Oreochromis spp. e Tilapia spp.) estão no Anexo II como exóticas, com captura permitida em qualquer comprimento e sem cota prevista na norma. Verificado em 20/10/2026; confira a norma vigente. Nos demais estados não foi localizada regra oficial nesta pesquisa, o que não significa que a pesca seja livre.

Iscas

Entre pescadores, as iscas naturais mais citadas para a tilápia são a minhoca e o bichinho da laranja. Em pesqueiros, açudes e represas, a isca mais usada é a massa, e também são citados a ração de coelho e o milho, muitas vezes junto com a ceva.

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