Tucunaré-amarelo
Cichla kelberi
Também conhecido como: Tucunaré
Água doce
- Peso
- até 4,9 kg
- Onde fica na água
- meia-água, fundo
Identificação
Tem a mancha em forma de olho (ocelo) na base da cauda, típica dos tucunarés, três faixas escuras verticais nos flancos e, nos exemplares grandes, uma faixa escura marcada na nuca. O que o separa dos outros tucunarés são as pequenas manchas claras nas nadadeiras pélvicas, anal e caudal dos adultos. Diferente do tucunaré-azul, tem manchas escuras no abdome.
Características
Peixe de porte médio: em média, mede cerca de 21 cm. O maior exemplar registrado tinha 58,5 cm de comprimento padrão, e o maior peso publicado é de 4,9 kg. Amadurece já no primeiro ano de vida, entre 19 e 23 cm. Os machos em geral ficam maiores que as fêmeas e, na reprodução, desenvolvem uma protuberância no alto da cabeça, a giba. Não faz piracema: os casais constroem ninhos no fundo de lagos, em remansos e sob troncos submersos, e cuidam dos ovos e dos filhotes. A fêmea solta os óvulos em lotes ao longo da estação reprodutiva, e em reservatórios e lagoas de nível estável pode se reproduzir várias vezes por ano.
Habitat
Nativo da bacia do rio Araguaia, em Mato Grosso e Goiás, e do baixo rio Tocantins, no Pará. Foi introduzido em reservatórios, rios e lagoas de vários estados, como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte, e também no Paraguai. Fora da área nativa é espécie exótica e está ligado ao declínio de peixes nativos. É ativo de dia, sedentário, vive em grupos e prefere água parada e transparente. Os abrigos preferidos são troncos e galhos de árvores caídas ou submersas.
Alimentação
Predador. Os jovens comem principalmente invertebrados aquáticos e, com o crescimento, passam a comer outros peixes, inclusive da própria espécie. Num reservatório do Rio de Janeiro, os itens principais foram pequenos peixes, como lambaris, uma sardinha de água doce e filhotes da própria espécie, além de larvas de libélula, que pesaram mais no inverno e no fim da primavera. O canibalismo apareceu sobretudo entre os maiores exemplares.
Pesca
Em Mato Grosso, a Lei estadual 12.434/2024 proíbe por cinco anos, a partir de 1º de janeiro de 2024, o transporte, o armazenamento e a venda de tucunaré pescado nos rios do estado. O pescador amador só pode praticar pesque e solte. Na piracema, a Resolução Cepesca nº 1/2026 proíbe a pesca nos rios das bacias do Paraguai, do Amazonas e do Araguaia-Tocantins de 1º de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027; só fica permitida a pesca de subsistência, desembarcada, de até 3 kg ou um exemplar por dia. Em Mato Grosso do Sul, onde o tucunaré é exótico, o Imasul informou em 2020 que a captura é liberada sem cota, respeitado o período de defeso; na piracema de 2024/2025, de 5 de novembro a 28 de fevereiro, toda pesca ficou proibida nos rios do estado, salvo a de subsistência dos ribeirinhos. Confira as regras atuais do seu estado antes de pescar.
Iscas
- Isca de superfície
- Isca de meia-água
- Jig de pelo
Entre pescadores, as iscas mais citadas para o tucunaré-amarelo são as artificiais: as de superfície, as de meia-água ou subsuperfície e o jig de pelo, este trabalhado no fundo quando o peixe está mais parado.
